segunda-feira, 9 de julho de 2018

MISSÃO DO HOMEM INTELIGENTE NA TERRA


13. Não vos orgulheis do que sabeis, pois esse saber tem limites bem estreitos no mundo que habitais. Mesmo supondo que sejais uma das intelectualidades na Terra, não tendes nenhum direito de vos envaidecer por isso. Se Deus vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver vossa inteligência, foi porque Ele quis que fizésseis uso dela para o bem de todos. Esta é uma missão que Ele vos dá, ao colocar em vossas mãos o instrumento com a ajuda do qual podereis desenvolver, a vosso modo, as inteligências mais atrasadas e conduzi-las a Deus. A natureza do instrumento não indica o uso que dele se deve fazer? A enxada que o jardineiro coloca nas mãos de seu aprendiz não lhe mostra que ele deve cavar? E que diríeis se esse aprendiz, ao invés de trabalhar, levantasse sua enxada para atingir o seu mestre? Diríeis que é horrível e que ele merece ser expulso. Pois bem, assim ocorre com aquele que se serve de sua inteligência para destruir a ideia de Deus e da Providência entre seus irmãos. Ele ergue contra seu mestre a enxada que lhe foi dada para limpar o terreno. Terá assim direito ao salário prometido, ou merece, ao contrário, ser expulso do jardim? Ele o será, não há dúvida, e carregará consigo existências miseráveis e repletas de humilhações até que se curve diante d’Aquele a quem tudo deve.
A inteligência é rica de méritos para o futuro, desde que bem empregada. Se todos os homens talentosos dela se servissem conforme a vontade de Deus, a tarefa dos Espíritos seria fácil, para fazer a Humanidade avançar. Infelizmente, muitos fazem dela um instrumento de orgulho e de perdição para eles próprios. O homem abusa de sua inteligência como de todas as suas outras capacidades e, entretanto, não lhe faltam lições para adverti-lo de que uma poderosa mão pode lhe retirar aquilo que lhe deu. 

(ESE-Capítulo 7, item 13 - Bem-aventurados os pobres de espírito - Instruções dos Espíritos Missão do homem inteligente na terra - Ferdinando, Espírito Protetor - Bordeaux, 1862)

EM NOSSA LUTA
"Segundo o poder que o Senhor me deu para edificação, e não para destruição." - Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:10.)

Em nossa luta diária, tenhamos suficiente cuidado no uso dos poderes que nos foram emprestados pelo Senhor.
A idéia de destruição assalta-nos a mente em ocasiões incontáveis.
Associações de forças menos esclarecidas no bem e na verdade?
Somos tentados a movimentar processos de aniquilamento.
Companheiros menos desejáveis nos trabalhos de cada dia?
Intentamos abandoná-los de vez.
Cooperadores endurecidos?
Deixá-los ao desamparo.
Manifestações apaixonadas, em desacordo com os imperativos da prudência evangélica?
Nossos ímpetos iniciais resumem-se a propósitos de sufocação violenta.
Algo que nos contrarie as ideias e os programas pessoais?
Nossa intolerância cristalizada reclama destruição.
Entretanto, qual a finalidade dos poderes que repousam em nossas mãos, em nome do Divino Doador?
Responde-nos Paulo de Tarso, com muita propriedade, esclarecendo-nos que recebeu faculdades do Senhor para edificar e não para destruir.
Não estamos na obra do mundo para aniquilar o que é imperfeito, mas para completar o que se encontra inacabado.
Renovemos para o bem, transformemos para a luz.
O Supremo Pai não nos concede poderes para disseminarmos a morte.
Nossa missão é de amor infatigável para a Vida Abundante.

Do Livro Vinha de Luz – Espírito Emmanuel – Médium Chico Xavier.

segunda-feira, 2 de julho de 2018

O ORGULHO E A HUMILDADE


11. Que a paz do Senhor esteja convosco, meus queridos amigos! Venho até vós para vos encorajar a seguir o bom caminho.
Aos pobres Espíritos que, antigamente, habitavam a Terra, Deus dá a missão de vir vos esclarecer. Bendito seja, pela graça que nos proporciona, em poder ajudar no vosso aperfeiçoamento. Que o Espírito Santo me ilumine e ajude a tornar minha palavra compreensível, e que me conceda a graça de colocá-la ao alcance de todos! Todos vós encarnados, que estais em provação e procurais a luz, que a vontade de Deus me ajude para fazê-la resplandecer aos vossos olhos!
A humildade é uma virtude muito esquecida entre vós; e os grandes exemplos que dela vos têm sido dados são pouco seguidos. Será que podeis, sem a humildade, ser caridosos para com o vosso próximo? Não, pois a humildade iguala os homens; mostra-lhes que são irmãos, que devem se ajudar mutuamente, e os conduz ao bem. Sem a humildade, apenas vos enfeitais de virtudes que não tendes, como se vestísseis uma roupa para ocultar as deformidades de vosso corpo. Lembrai-vos d’Aquele que nos salvou. Lembrai-vos de sua humildade que O fez tão grande e colocou-O acima de todos os profetas.
O orgulho é o terrível adversário da humildade. Se o Cristo prometeu o reino dos Céus aos mais humildes, foi porque os poderosos da Terra imaginam que os títulos e as riquezas são as recompensas dadas ao seu mérito, e que sua origem é mais pura do que a do pobre. Acreditam que isso lhes é devido por direito e, quando Deus as retira, acusam-no de injustiça. Ridícula cegueira! Deus vos distingue pelo corpo? Acaso o do pobre não é igual ao do rico? O Criador fez duas espécies de homens? Tudo o que Deus fez é grandioso e sábio; nunca crediteis a Deus as ideias que os vossos cérebros orgulhosos imaginam.
Rico! Enquanto tu dormes sob tetos dourados, ao abrigo do frio, não pensas em milhares de irmãos teus, iguais a ti, estirados na sarjeta? Não é teu irmão, teu semelhante, o infeliz que passa fome? Sei que, com estas palavras, teu orgulho se revolta. Concordarás em lhe dar uma esmola, mas nunca em lhe apertar fraternalmente a mão! “O quê!” – dirás tu. “Eu, descendente de sangue nobre, poderoso da Terra, serei igual a este miserável que se veste de
trapos? Ilusória vaidade de pretensos filósofos! Se fôssemos iguais, por que Deus o teria colocado tão baixo e a mim tão alto?” É verdade que vossas roupas não se parecem em nada; mas se ambos ficassem sem elas, que diferença haveria entre vós? A nobreza de sangue, dirás tu, mas a química não encontrou diferença entre o sangue do nobre senhor e o do plebeu; entre o do senhor e o do escravo. Quem te garante que também já não foste um miserável e infeliz como ele? Que não pediste esmola? Que não a pedirás um dia àquele mesmo que desprezas hoje? Não acabam para ti as tuas riquezas que imaginavas eternas, como o corpo envoltório perecível de teu Espírito? Volta-te humildemente para ti mesmo! Lança, enfim, os olhos sobre a realidade das coisas deste mundo e sobre o que faz a superioridade e a inferioridade no outro. Pensa que a morte virá para ti como para todos, que os títulos não te pouparão a ela; que pode te atingir amanhã, hoje, ou daqui a uma hora; e se te fechas no teu
orgulho, então eu te lastimo, pois serás digno de piedade!
Orgulhoso! Que foste tu antes de ser nobre e poderoso? Talvez estivesses mais baixo que o último de teus criados. Curva a fronte orgulhosa, que Deus pode rebaixar no momento em que a elevas mais alto. Todos os homens são iguais na balança divina, apenas as virtudes os distinguem aos olhos de Deus. Todos os Espíritos possuem a mesma origem e todos os corpos são moldados da mesma massa, nem títulos e nem nomes os mudam em nada; eles irão para o túmulo e não vos garantem a felicidade prometida aos eleitos. A caridade e a humildade, sim, são títulos de nobreza.
Pobre criatura! És mãe, teus filhos sofrem. Estão com frio e com fome, e vais, curvada sob o peso de tua cruz, humilhar-te para lhes conseguir um pedaço de pão. Eu me inclino diante de ti. Quanto és nobremente santa e grande aos meus olhos! Espera e ora. A felicidade ainda não é deste mundo. Aos pobres oprimidos que confiam em Deus Ele dá o reino dos Céus.
E tu, que és moça, pobre criança devotada ao trabalho, às voltas com privações, por que esses pensamentos tristes? Por que chorar? Que teu olhar se eleve, piedoso e sereno, em direção a Deus: aos pequenos pássaros o Senhor dá o alimento. Tem confiança n’Ele, que não te abandonará. O ruído das festas e dos prazeres do mundo faz bater teu coração. Gostarias, também, de enfeitar tua cabeça com flores e misturar-te aos felizes da Terra. Dizes que poderias, como essas mulheres que vês passar, extravagantes e risonhas, ser rica também. Cala-te, criança! Se soubesses quantas lágrimas e dores sem conta estão escondidas sob essas roupas bordadas, quantos lamentos são abafados sob o ruído dessa orquestra alegre, preferirias teu humilde retiro e tua pobreza. Permanece pura aos olhos de Deus se não queres que teu anjo de guarda se retire e volte a Deus, escondendo o rosto com suas asas brancas, e te deixe neste mundo com os teus remorsos, onde estarás perdida e terás que aguardar a punição reparadora no outro mundo.
Todos vós que sofreis as injustiças dos homens, sede indulgentes para com as faltas de vossos irmãos, lembrando que vós mesmos não estais isentos de culpa; sereis assim caridosos e humildes. Se sofreis pelas calúnias, curvai a fronte sob essa prova. Que vos importam as calúnias do mundo? Se vossa conduta é pura, Deus não pode vos recompensar? Suportar com coragem as humilhações dos homens é ser humilde e reconhecer que somente Deus é grande e poderoso.
Meu Deus, será preciso que o Cristo venha uma segunda vez à Terra para ensinar aos homens as leis que eles esqueceram? Terá ainda de expulsar os mercadores do templo que desonram a tua casa, que deve ser somente um lugar de oração? Quem sabe? Homens! Como outrora, o renegaríeis, caso Deus vos concedesse essa graça, e o chamaríeis, outra vez, de maldito, porque atacaria o orgulho dos fariseus modernos. Talvez até O fizésseis recomeçar o caminho do Gólgota.
Quando Moisés subiu ao monte Sinai para receber os mandamentos de Deus, o povo de Israel, entregue a si mesmo, abandonou o verdadeiro Deus. Homens e mulheres deram ouro e jóias para fazer um ídolo que pudessem adorar. Vós, homens civilizados, procedeis como eles, pois o Cristo vos deixou sua doutrina e vos deu o exemplo de todas as virtudes, e vós abandonastes tudo, exemplos e ensinamentos. Cada um de vós, com suas paixões, construiu um deus a seu gosto: para uns, terrível e sanguinário; para outros, despreocupado em relação aos interesses do mundo. O deus que fizestes é ainda o mesmo bezerro de ouro que cada um adapta a seu gosto e às suas ideias.
Despertai, meus irmãos, meus amigos! Que a voz dos Espíritos toque vossos corações. Sede generosos e caridosos sem ostentação, ou seja, fazei o bem com humildade. Que cada um destrua, pouco a pouco, os altares que levantou ao orgulho. Em uma palavra, sede verdadeiros cristãos e tereis o reino da verdade. Não duvideis mais da bondade de Deus, agora que vos oferece tantas provas. Nós viemos preparar os caminhos para o cumprimento das profecias. Sempre que o Senhor vos der uma manifestação mais convincente de sua clemência, o enviado celeste deve apenas encontrar uma grande família, que vossos corações suaves e humildes sejam dignos para ouvir a palavra divina, que ele virá vos trazer. Que o mensageiro apenas encontre no caminho flores depositadas e voltadas para o bem, à caridade, à fraternidade, e, então, vosso mundo se tornará o paraíso terreno. Mas se permanecerdes insensíveis à voz dos Espíritos enviados para purificar e renovar vossa sociedade civilizada, rica em ciências e, todavia, tão pobre em bons sentimentos, só nos restará chorar e lastimar por vossa sorte. Mas, não, não será assim! Voltai-vos para Deus vosso Pai e, então, todos nós, que tivermos servido ao cumprimento de sua vontade, entoaremos o cântico de ação de graças, para agradecer ao Senhor sua inesgotável bondade e para glorificá-Lo por todos os séculos dos séculos. Assim seja. (Lacordaire - Constantina, 1863).

NA INTIMIDADE DO SER

"Vós, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade." - Paulo. (COLOSSENSES, 3:12.)

Indubitavelmente, não basta apreciar os sentimentos sublimes que o Cristianismo inspira.
É indispensável revestirmo-nos deles.
O apóstolo não se refere a raciocínios.
Fala de profundidades.
O problema não é de pura celebração.
É de intimidade do ser.
Alguém que possua roteiro certo do caminho a seguir, entre multidões que o desconhecem, é naturalmente eleito para administrar a orientação.
Detendo tão copiosa bagagem de conhecimentos, acerca da eternidade, o cristão legítimo é pessoa indicada a proteger os interesses espirituais de seus irmãos na jornada evolutiva; no entanto, é preciso encarecer o testemunho, que não se limita à fraseologia brilhante.
Imprescindível é que estejamos revestidos de "entranhas de misericórdia" para enfrentarmos, com êxito, os perigos crescentes do caminho.
O mal, para ceder terreno, compreende apenas a linguagem do verdadeiro bem; o orgulho, a fim de renunciar aos seus propósitos infelizes, não entende senão a humildade.
Sem espírito fraternal, é impossível quebrar o escuro estilete do egoísmo. É necessário dilatar sempre as reservas de sentimento superior, de modo a avançarmos, vitoriosamente, na senda da ascensão.
Os espiritistas sinceros encontrarão luminoso estímulo nas palavras de Paulo.
Alguns companheiros por certo observarão em nossa lembrança mero problema de fé religiosa, segundo o seu modo de entender; todavia, entre fazer psiquismo por alguns dias e solucionar questões para a vida eterna, há sempre considerável diferença.

Do Livro Vinha de Luz – Emmanuel – Médium Chico Xavier.

segunda-feira, 25 de junho de 2018

MISTÉRIOS OCULTOS AOS SÁBIOS E AOS PRUDENTES


7. Então Jesus disse estas palavras: Eu vos rendo glória, meu Pai, Senhor do Céu e da Terra, por haverdes ocultado essas coisas aos sábios e aos prudentes e por as haver revelado aos simples e aos pequeninos. (Mateus, 11:25)
8. Pode parecer estranho que Jesus renda graças a Deus por ter revelado estas coisas aos humildes, aos simples e aos pequeninos, que são os pobres de espírito, e de tê-las ocultado aos sábios e aos prudentes, mais capazes, aparentemente, de compreendê-las. É preciso entender pelos primeiros, os humildes, os que se humilham diante de Deus e não acreditam ser superiores a ninguém, e pelos segundos, os orgulhosos, envaidecidos de seu saber mundano, que se acreditam prudentes, pois negam a Deus, tratando-O de igual para igual, quando não O rejeitam. Na antiguidade, prudente era sinônimo de empáfia, dono da verdade. É por isso que Deus lhes deixa à procura dos segredos da Terra e revela os do Céu aos simples e humildes que se inclinam diante da Sua glória.
9. Assim acontece agora com as grandes verdades reveladas pelo Espiritismo. Alguns incrédulos admiram-se que os Espíritos façam tão poucos esforços para os convencer. É que eles se ocupam dos que buscam a luz com humildade e de boa-fé, ao invés daqueles que acreditam possuir toda a verdade e pensam que Deus deveria primeiro provar-lhes que existe, para poderem aceitá-Lo, e ficar muito feliz em conduzi-los a Si.
O poder de Deus manifesta-se nas pequenas como nas grandes coisas. Ele não coloca a luz sob o alqueire, uma vez que a espalha com abundância por todas as partes; cegos são aqueles que não a veem. Deus não quer lhes abrir os olhos à força, uma vez que lhes convém mantê-los fechados. Sua vez chegará, mas primeiro é preciso que sintam as angústias das trevas e reconheçam a Deus, e não o acaso, na mão que atinge seu orgulho. Deus emprega, para vencer a incredulidade, os meios que julga conveniente, conforme os indivíduos. Não é o incrédulo que deve determinar a Deus o que fazer, ou o que dizer: “Se quiserdes me convencer, é preciso escolher esta ou aquela maneira, tal momento antes daquele outro, porque isto é o que me convém.”
Que os incrédulos não se espantem, portanto, se Deus e os Espíritos, que são os agentes de sua vontade, não se submetem às suas exigências. O que diriam se o mais simples de seus servidores quisesse se impor a eles? Deus impõe suas condições, e não se sujeita às deles. Ele ouve com bondade aqueles que O procuram com humildade, e não os que se acreditam maiores do que Ele.
10. Não poderia Deus mostrar-lhes pessoalmente fatos sobrenaturais na presença dos quais o incrédulo mais endurecido se convenceria? Sem dúvida, poderia; mas que mérito teriam eles e, aliás, de que isto serviria? Não os vemos, todos os dias, negarem-se à evidência e até mesmo dizerem: “Se eu visse, não acreditaria, pois sei que é impossível!” Se eles se recusam a reconhecer a verdade, é que seu Espírito ainda não está pronto para entendê-la, nem seu coração para senti-la. O orgulho é o véu que tampa sua visão. De que adianta mostrar a luz a um cego? É preciso, em primeiro lugar, curar a causa da cegueira, e, como médico hábil, Deus corrige, primeiramente, o orgulho. Não abandona seus filhos perdidos; sabe que cedo ou tarde seus olhos se abrirão, mas quer que isso aconteça por vontade própria e, então, vencidos pelas aflições da incredulidade, se lançarão por si mesmos em seus braços e, como filhos pródigos, Lhe pedirão perdão!

“O Espiritismo, na sua missão de Consolador, é o amparo do mundo neste século de declives da sua História; só ele pode, na sua feição de Cristianismo redivivo, salvar as religiões que se apagam entre os choques da força e da ambição, do egoísmo e do domínio, apontando ao homem os seus verdadeiros caminhos.”

Do Livro A caminho da luz – Mensagem O Evangelho e o futuro – Emmanuel – Chico Xavier

segunda-feira, 18 de junho de 2018

ENCONTRO MICRORREGIONAL DA COMUNICAÇÃO SOCIAL ESPÍRITA EM FORTALEZA

No período de 15 a 17/06/2018, aconteceu em Fortaleza-CE o Encontro Microrregional da Comunicação Social Espírita. Com a Participação dos Coordenadores Nacionais da Comunicação André Siqueira e Ivana Raisky, as Equipes das Federações do Piauí e do Maranhão, da FEEC e alguns representantes dos Centros Espíritas do Ceara, iniciada no dia 15/06 com uma Palestas na FEEC com o tema: "A comunicação na construção da nova era", proferida por André Siqueira e dada continuidade no evento nos dias 16 e 17/06 no CEPAJ, onde tivemos as oficinas e discussões sobre o papel da comunicação no movimento espirita do Ceará e no Brasil, bem como orientações de como realizar uma divulgação objetiva e clara para todo e qualquer publico independente de seus conceitos religiosos, mas sempre com o principio de evangelizar. Abaixo algumas fotos deste evento:













TODO AQUELE QUE SE ELEVA SERÁ REBAIXADO


3. Naquela hora, chegaram-se a Jesus seus discípulos, dizendo: Quem é o maior no reino dos Céus? E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, e disse: Na verdade vos digo que, se não vos fizerdes como meninos, não entrareis no reino dos Céus. Todo aquele, pois, que se humilhar e se fizer pequeno como este menino, será o maior no reino dos Céus. E o que receber em meu nome um menino como este, a mim é que recebe. (Mateus, 18:1 a 5)
4. Então se chegou a Ele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando-o e pedindo-Lhe alguma coisa. Ele lhe disse: Que queres tu? Respondeu ela: Dize que estes meus dois filhos se assentarão no teu reino, um à tua direita e outro à tua esquerda. E respondendo Jesus disse: Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu hei de beber? Disseram-Lhe eles: Podemos. Jesus disse: É verdade que haveis de beber o meu cálice; mas, pelo que toca a terdes assento à minha direita ou à minha esquerda, não pertence a mim conceder-vos, mas isso é para aqueles a quem meu Pai o tem preparado. E quando os dez ouviram isto, indignaram-se contra os dois irmãos. Mas Jesus os chamou a si e lhes disse: Sabeis que os príncipes das nações dominam os seus vassalos e que os maiores exercem sobre eles o seu poder. Não será assim entre vós. Aquele que quiser ser o maior, esse seja o vosso servidor, e o que entre vós quiser ser o primeiro, seja o vosso escravo. Assim como o Filho do Homem, que não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em redenção de muitos. (Mateus, 20:20 a 28)
5. E aconteceu que, entrando Jesus, num sábado, em casa de um dos principais fariseus, a tomar a sua refeição, ainda eles o estavam ali observando. E notando como os convidados escolhiam os primeiros assentos à mesa, propôs-lhes esta parábola: Quando fores convidado a alguma boda, não te assentes no primeiro lugar, porque pode ser que esteja ali outra pessoa, mais considerada que tu, convidada pelo dono da casa, e que, vindo este, que convidou a ti e a ele, te diga: Dá o teu lugar a este; e tu, envergonhado, irás buscar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, senta-te mais para cima. Servir-te-á isto então de glória, na presença dos que estiverem juntamente sentados à mesa. Porque todo aquele que se rebaixa será elevado, e todo aquele que se eleva será rebaixado. (Lucas, 14:1, 7 a 11)
6. Estes ensinamentos estão de acordo com o princípio de humildade, que Jesus não cessa de colocar como condição essencial da felicidade prometida aos eleitos do Senhor, e que formulou com estas palavras: Bem-aventurados os pobres de espírito, pois é deles o reino dos Céus. Ele toma uma criança como exemplo da simplicidade de coração e diz: Será maior no reino dos Céus aquele que se humilhar e se fizer pequeno como uma criança; ou seja, que não tiver nenhuma pretensão de superioridade ou de ser infalível.
O mesmo pensamento fundamental se encontra neste outro ensinamento: Que aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servidor, e também neste: Todo aquele que se rebaixa será elevado, e todo aquele que se eleva será rebaixado.
O Espiritismo vem confirmar os ensinamentos exemplificando-os e mostrando-nos que os grandes no mundo dos Espíritos são os que foram pequenos na Terra, e frequentemente são bem pequenos lá aqueles que foram os maiores e os mais poderosos na Terra. É que os primeiros levaram, ao morrer, aquilo que faz unicamente a verdadeira grandeza no Céu e não se perde: as virtudes; enquanto os outros tiveram que deixar o que fazia sua grandeza na Terra e que não se leva: a riqueza, os títulos, a glória, a nobreza. Não tendo nenhuma outra coisa, chegam ao outro mundo sem nada, como náufragos infelizes, que perderam tudo, até mesmo suas roupas. Conservaram apenas o orgulho que torna sua nova posição ainda mais humilhante, pois veem acima deles, resplandecentes de glória, aqueles que humilharam na Terra.
O Espiritismo nos mostra uma outra aplicação deste princípio: o das encarnações sucessivas, nas quais aqueles que foram mais elevados em uma existência terrena são rebaixados à última categoria na existência seguinte, caso tenham sido dominados pelo orgulho e pela ambição. Não procureis o primeiro lugar na Terra, nem vos coloqueis acima dos outros, se não quiserdes ser obrigados a descer.
Procurai, ao contrário, o mais humilde e o mais modesto, pois Deus saberá vos dar um lugar mais elevado no Céu, se o merecerdes.

domingo, 10 de junho de 2018

O QUE É PRECISO ENTENDER POR POBRES DE ESPÍRITO


1. Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o reino dos Céus. (Mateus, 5:3)
2. A incredulidade zomba deste ensinamento moral: Bem-aventurados os pobres de espírito, como tem zombado de outras afirmativas de Jesus, por não as entender. Por pobres de espírito Jesus não se refere aos homens desprovidos de inteligência, mas sim aos humildes. Ele disse que é deles o reino dos Céus e não dos orgulhosos.
Os homens de ciência e de cultura, segundo o mundo, geralmente têm uma opinião tão elevada de si mesmos e de sua superioridade que olham as coisas divinas como desprezíveis para merecer sua atenção. Preocupados somente com eles mesmos, em suas vaidades não podem se elevar até Deus. Essa tendência de se acreditarem superiores a tudo e a todos os leva a negar forçosamente o que, estando acima deles, poderia rebaixá-los e a negar até mesmo a Divindade. Se consentem em admiti-la, negam-lhe um de seus mais belos dons divinos: sua ação providencial sobre as coisas deste mundo, convencidos de que só eles já bastam para bem governá-lo. Consideram sua inteligência como se fosse a medida da inteligência universal e, julgando-se aptos a entender tudo, não creem na possibilidade daquilo que não entendem e, quando opinam sobre alguma coisa, consideram os seus julgamentos como definitivos e inapeláveis, ou seja, indiscutíveis.
Quando se recusam a admitir o mundo invisível e um poder extra-humano, não é porque isso esteja acima de sua capacidade de entendimento, mas porque seu orgulho se revolta contra a ideia de que haja alguma coisa acima da qual não se possam colocar e que os faria descer do seu pedestal. É por isso que apenas têm sorrisos de desdém por tudo o que não é do mundo físico e visível. Eles se atribuem grande cultura e ciência para acreditarem nessas coisas, que pensam ser boas, segundo eles, para as pessoas simples, considerando aqueles que as levam a sério como pobres de espírito.
Entretanto, digam o que disserem, forçosamente entrarão, como todos os outros, no mundo invisível que ridicularizam. É aí que seus olhos serão abertos e que reconhecerão seu erro. Porém Deus, que é justo, não pode receber da mesma maneira aquele que desconheceu a sua majestade e aquele que se submeteu humildemente às suas leis, nem dar a ambos um tratamento igual.
Ao dizer que o reino dos Céus é para os simples, Jesus quer dizer que ninguém é lá admitido sem a simplicidade do coração e a humildade de espírito; que o inculto que possui estas qualidades será preferido e não o sábio que acredita mais em si mesmo do que em Deus. Jesus sempre colocou a humildade entre as virtudes que nos aproximam de Deus e o orgulho entre os vícios que nos distanciam d’Ele. Isso ocorre por uma razão muito natural: enquanto a humildade é um ato de submissão a Deus, o orgulho é uma revolta contra Ele. Mais vale, pois, para a felicidade futura do homem ser pobre de espírito, no sentido do mundo, e rico de qualidades morais.

A pobreza feliz

Quem se empobrece de ambições inferiores, adquire a luz que nasce da sede da perfeição espiritual. 
Quem se empobrece de orgulho, encontra a fonte oculta da humildade vitoriosa. 
Quem se empobrece de exigências da vida física, recebe os tesouros inapreciáveis da alma.
Quem se empobrece de aflições inúteis, em torno das posses efêmeras da Terra, surpreende a riqueza da paz em si mesmo.
Quem se empobrece da vaidade, amealha as bênçãos do serviço. 
Quem se empobrece de ignorância, ilumina-se com a chama da sabedoria. 
Não vale amontoar ilusões que nos enganam somente no transcurso de um dia.
Não vale sermos ricos de mentira, no dia de hoje, para sermos indigentes da verdade, no dia de amanhã.
Ser grande, à frente dos homens, é sempre fácil. A astúcia consegue semelhante fantasia sem qualquer obstáculo.
Mas ser pequenino, diante das criaturas, para servirmos realmente aos interesses do Senhor, junto da Humanidade, é trabalho de raros. 
Bem aventurada será sempre a pobreza que sabe se enriquecer de luz para a imortalidade, porque o rico ocioso da Terra é o indigente da Vida Mais Alta e o pobre esclarecido do mundo é o espírito enobrecido das Esferas Superiores, que será aproveitado na extensão da Obra de Deus. 

Livro Dinheiro – Médium Chico Xavier – Espírito Emmanuel.

domingo, 3 de junho de 2018

O ADVENTO DO ESPÍRITO DE VERDADE


5. Venho, como antigamente, entre os filhos perdidos de Israel, trazer a verdade e pôr fim às trevas. Escutai-me. O Espiritismo, tal como antigamente minha palavra, deve lembrar aos incrédulos que acima deles reina uma verdade soberana: o Deus bom, o grande Deus que faz germinar a planta e ergue as ondas. Revelei a doutrina divina; como um ceifeiro, juntei em feixes o bem espalhado em meio à Humanidade e disse: Vinde a mim, todos vós que sofreis!
Mas os homens ingratos se desviaram do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e se perderam nos ásperos atalhos da incredulidade. Meu Pai não quer aniquilar a raça humana; quer que, ajudando-vos uns aos outros, mortos e vivos, ou seja, mortos segundo a carne, pois a morte não existe, socorrei-vos, e que não mais a voz dos profetas e dos apóstolos, mas a voz daqueles que não estão mais na Terra se faça ouvir para vos gritar: Orai e acreditai! Pois a morte é a ressurreição e a vida é a prova escolhida durante a qual vossas virtudes cultivadas devem crescer e se desenvolver como o cedro.
Homens fracos, que percebeis as sombras de vossas inteligências, não afasteis a tocha que a clemência divina coloca nas vossas mãos para iluminar vosso caminho e vos reconduzir, crianças perdidas, aos braços de vosso Pai.
Sinto-me compadecido pelas vossas misérias, pelas vossas fraquezas imensas, para não estender uma mão segura aos infelizes desgarrados que, vendo o Céu, caem no abismo do erro. Acreditai, amai, meditai sobre as coisas que vos são reveladas. Não mistureis o joio ao bom grão, as utopias, ou seja, as mentiras ilusórias, com as verdades.
Espíritas! Amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo. Os erros que nele se enraizaram são de origem humana. Eis que de além-túmulo, que acreditáveis ser o nada, vozes vos gritam: Irmãos, nada tem fim; Jesus Cristo é o vencedor do mal; sede vós os vencedores da incredulidade.
O Espírito de Verdade - Paris, 1861
6. Venho ensinar e consolar os pobres deserdados. Venho lhes dizer que elevem sua resignação à altura de suas provas. Que chorem, pois a dor foi consagrada no Jardim das Oliveiras, mas que esperem, pois os anjos consoladores virão enxugar suas lágrimas.
Trabalhadores, traçai vosso sulco; recomeçai no dia seguinte a rude jornada da véspera. O trabalho de vossas mãos fornece o pão terreno a vossos corpos, mas vossas almas não estão esquecidas. Eu, o divino jardineiro, cultivo-as no silêncio de vossos pensamentos. Quando soar a hora do repouso, quando o fio da vida escapar de vossas mãos e os vossos olhos se fecharem à luz, sentireis surgir e germinar em vós minha preciosa semente. Nada está perdido no reino de nosso Pai, e vossos suores, vossas misérias formam o tesouro que deve vos tornar ricos nas esferas superiores, onde a luz substitui as trevas e onde o mais desprovido dentre todos vós será, talvez, o mais resplandecente.
Eu vos digo em verdade, aqueles que carregam seus fardos e que assistem os seus irmãos são meus bem-amados. Instruí-vos na preciosa Doutrina Espírita, que acaba com o erro das vossas revoltas e que vos ensina o objetivo sublime da provação humana. Como o vento varre a poeira, que o sopro dos Espíritos elimine vossa inveja contra os ricos do mundo que, frequentemente, são os mais miseráveis, pois suas provas são mais perigosas que as vossas. Estou convosco e meu apóstolo vos esclarece. Bebei da fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida, para vos lançardes um dia, livres e alegres, no seio d’Aquele que vos criou simples e ignorantes para vos tornar perfeitos e quer que vós modeleis a vossa frágil argila, a fim de serdes os artesãos de vossa imortalidade.
O Espírito de Verdade - Bordeaux, 1861
7. Sou o grande médico das almas e venho vos trazer o remédio que vos deve curar. Os fracos, os sofredores e os enfermos são os meus filhos prediletos, e venho salvá-los. Vinde, pois, a mim, todos vós que sofreis e que estais sobrecarregados e sereis aliviados e consolados. Não procureis em lugar nenhum a força e a consolação, pois o mundo é incapaz de dá-las. Deus faz, a vossos corações, um chamado supremo pelo Espiritismo; escutai-o. Que a impiedade, a mentira, o erro, a incredulidade sejam eliminados de vossas almas doloridas. Estes são os monstros que sugam o vosso sangue mais puro, e que vos fazem feridas quase sempre mortais. Que no futuro, humildes e submissos ao Criador, pratiqueis sua lei divina. Amai e orai. Sede dóceis aos Espíritos do Senhor. Invocai-O do fundo do coração e então Ele vos enviará seu Filho bem-amado para vos instruir e vos dizer estas boas palavras: “Eis-me aqui, venho a vós porque me chamastes”.
O Espírito de Verdade - Havre, 1863
8. Deus consola os humildes e dá a força aos aflitos que a imploram. Seu poder cobre toda a Terra e, por toda a parte, ao lado de cada lágrima, Ele colocou um alívio que consola. O devotamento e a abnegação são uma prece contínua e contêm um ensinamento profundo. A sabedoria humana reside nessas duas palavras. Possam todos os Espíritos sofredores entender esta verdade, ao invés de protestar contra as dores, os sofrimentos morais que aqui na Terra são a vossa herança. Tomai por lema estas duas palavras: devotamento e abnegação, e sereis fortes, pois elas resumem todos os deveres que a caridade e a humildade vos impõem. O sentimento do dever cumprido vos dará a tranquilidade de espírito e a resignação. O coração se tranquiliza, a alma se acalma e não há mais desânimos, porque o corpo é menos atingido pelos golpes recebidos quanto mais fortalecido se sente o Espírito.