sábado, 20 de março de 2021

LIMITES DA ENCARNAÇÃO - São Luís

 INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

LIMITES DA ENCARNAÇÃO

São Luís - Paris, 1859

24. Quais são os limites da encarnação?

A encarnação não tem limites precisamente traçados, se nos referirmos ao envoltório material que constitui o corpo do Espírito. A materialidade desse envoltório diminui à medida que o Espírito se purifica.

Em mundos mais avançados do que a Terra, ele já é menos denso, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito aos infortúnios da vida. Num grau mais elevado, é transparente e quase fluídico.

De grau em grau, ele se desmaterializa e acaba por se confundir com o perispírito. Dependendo do mundo no qual o Espírito é chamado a viver, toma um corpo apropriado à natureza desse mundo.

O próprio perispírito sofre transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais fluídico até a completa purificação, que constitui a natureza dos Espíritos puros. Embora os mundos especiais sejam destinados aos Espíritos mais avançados, eles não estão ali prisioneiros como nos mundos inferiores; o estado de pureza em que se encontram lhes permite transportarem-se por todas as partes onde realizam as missões que lhes são confiadas.

Considerando-se a encarnação do ponto de vista material, tal qual é na Terra, pode-se dizer que ela está limitada aos mundos inferiores.

Portanto, depende do próprio Espírito libertar-se mais ou menos rapidamente da encarnação, trabalhando por sua purificação.

Além do mais, deve-se considerar que na erraticidade, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito permanece relacionada com a natureza do mundo ao qual ele está ligado pelo seu grau de adiantamento. Deste modo, na erraticidade, ele é mais ou menos feliz, livre e esclarecido, conforme esteja mais ou menos desmaterializado.

REENCARNAÇÃO

Reencarnação nem sempre é sucesso expiatório, como nem toda luta no campo físico expressa punição.

Suor na oficina é acesso à competência.

Esforço na escola é aquisição de cultura.

Porque alguém se consagre hoje à Medicina, não quer isso dizer que haja ontem semeado moléstias e sofrimentos.

Muitas vezes, o Espírito, para senhorear o domínio das ciências que tratam do corpo, voluntariamente lhes busca o trato difícil, no rumo de mais elevada ascensão.

Porque um homem se dedique presentemente às atividades da engenharia, não exprime semelhante escolha essa ou aquela dívida do passado na destruição dos recursos da Terra.

Em muitas ocasiões, o Espírito elege esse gênero de trabalho, tentando crescer no conhecimento das leis que regem o plano material, em marcha para mais altos postos na Vida Superior.

Entretanto, se o médico ou o engenheiro sofrem golpes mortais no exercício da profissão a que se devotam, decerto nela possuem serviço reparador que é preciso atender na pauta das corrigendas necessárias e justas.

Toda restauração exige dificuldades equivalentes. Todo valor evolutivo reclama serviço próprio.

Nada existe sem preço.

Por esse motivo, se as paixões gritam jungidas aos flagelos que lhes extinguem a sombra, as tarefas sublimes fulgem ligadas às renunciações que lhes acendem a luz.

À vista disso, não te habitues a medir as dores alheias pelo critério de expiação, porque, quase sempre, almas heróicas que suportam o fogo constante das grandes dores morais, no sacrifício do lar ou nas lutas do povo, apenas obedecem aos impulsos do bem excelso, a fim de que a negação do homem seja bafejada pela esperança de Deus.

Recorda que, se fosses arrebatado ao Céu, não tolerarias o gozo estanque, sabendo que os teus filhos se agitam no torvelinho infernal. De imediato, solicitarias a descida aos tormentos da treva para ajudá-los na travessia da angústia...

Lembra-te disso e compreenderás, por fim, a grandeza do Cristo que, sem débito algum, condicionou-se às nossas deficiências, aceitando, para ajudar-nos, a cruz dos ladrões, para que todos consigamos, na glória de seu amor, soerguer-nos da morte no erro à bênção da Vida Eterna.

Livro Religião dos Espíritos – Espírito Emmanuel – Médium Chico Xavier.

domingo, 14 de março de 2021

OS LAÇOS DE FAMÍLIA SÃO FORTALECIDOS PELA REENCARNAÇÃO E ROMPIDOS PELA UNICIDADE DA EXISTÊNCIA

18. Os laços de família não são destruídos pela reencarnação, tal como pensam algumas pessoas. Ao contrário, são fortalecidos e entrelaçados. O princípio oposto, sim, é que os destrói.

Os Espíritos formam no espaço grupos ou famílias, unidos pela afeição, simpatia e semelhança de tendências. Esses Espíritos, felizes por estarem juntos, procuram-se. A encarnação apenas os separa momentaneamente, pois, após sua volta à erraticidade, reencontram-se como amigos que retornam de uma viagem. Às vezes, uns seguem a outros juntos na encarnação, em que se reúnem numa mesma família, ou num mesmo círculo, trabalhando juntos para seu mútuo adiantamento.

Se uns estão encarnados e outros não, nem por isso deixam de estar unidos pelo pensamento. Os que estão livres preocupam-se com aqueles que estão encarnados, cativos da carne. Os mais adiantados procuram fazer progredir os que se atrasam. Após cada existência, terão dado mais um passo na busca da perfeição. Cada vez menos ligados à matéria, seu afeto é mais vivo, por isso mesmo mais puro, e não é mais perturbado pelo egoísmo, nem pelo arrastamento das paixões. Podem, assim, percorrer um número ilimitado de existências corporais sem que nada afete sua mútua afeição.

Deve-se entender que se trata aqui da verdadeira afeição de alma a alma, a única que sobrevive à destruição do corpo, pois os seres que se unem na Terra só pelos interesses materiais não têm nenhum motivo para se procurarem no mundo dos Espíritos. Apenas as afeições espirituais são duráveis; as afeições carnais acabam com a causa que as fez nascer, e essa causa não existe mais no mundo dos Espíritos, ao passo que a alma sempre existe. Quanto às pessoas unidas só por interesses, realmente não são nada umas para as outras: a morte as separa na Terra e no Céu.

19. A união e a afeição que existe entre parentes são sinais da simpatia anterior que os aproximou. Por isso, diz-se, ao falar de uma pessoa cujo caráter, gostos e inclinações não têm nenhuma semelhança com os de seus parentes, que ela não é da família. Ao dizer-se isso, declara-se uma verdade maior do que se acredita. Deus permite essas encarnações de Espíritos antipáticos ou estranhos nas famílias, com o duplo objetivo de servir de prova para uns e de meio de adiantamento para outros. Além disso, os maus melhoram-se pouco a pouco ao contato com os bons, e pelos cuidados que recebem. Seu caráter se suaviza, seus costumes se educam, as antipatias se apagam. É assim que se estabelece a união entre as diferentes categorias de Espíritos, como se estabelece na Terra entre as raças e os povos.

20. O temor de um grande aumento da parentela, em consequência da reencarnação, é um temor egoísta, que prova não se sentir um amor suficientemente desenvolvido para alcançar um grande número de pessoas. Um pai que tem muitos filhos, os amaria menos do que se tivesse apenas um? Mas que os egoístas se tranquilizem; esse temor não tem fundamento. Supondo que um homem tenha tido dez encarnações, isso não significa que ele encontrará no mundo dos Espíritos dez pais, dez mães, dez esposas e um número proporcional de filhos e de novos parentes. Reencontrará apenas aqueles a quem amou, aos quais esteve ligado na Terra por laços de parentesco ou de algum outro modo.

21. Vejamos agora as consequências da doutrina anti-reencarnacionista. Essa doutrina nega com toda certeza e de forma categórica a preexistência da alma. Acontece que, se as almas fossem criadas ao mesmo tempo que os corpos, nenhum laço anterior existiria entre elas. Seriam, portanto, completamente estranhas umas às outras. O pai seria estranho ao seu filho, e, deste modo, a filiação das famílias se encontraria reduzida apenas à filiação corporal, sem nenhum laço espiritual. Resultaria que não haveria nenhum motivo para se orgulhar por ter tido como antepassados tais ou tais personagens ilustres. Com a reencarnação, ascendentes e descendentes poderão já ter se conhecido, ter vivido juntos, se amado, e poderão se reencontrar, noutras reencarnações, para estreitar seus laços de simpatia.

22. Isto tudo, em relação ao passado. Quanto ao futuro, de acordo com um dos dogmas fundamentais que resultam da não reencarnação, a sorte das almas estaria irrevogavelmente fixada após uma única existência. A fixação definitiva da sorte da alma resultaria na interrupção de todo o progresso, pois, desde que se considera que há progresso, já não há mais sorte definida, marcada. Conforme tenham vivido bem ou mal, elas vão imediatamente para a morada dos bem-aventurados, ou para o inferno eterno. Assim, elas são imediatamente separadas para sempre, e sem esperança de algum dia se aproximarem, de tal modo que pais, mães, filhos, maridos e esposas, irmãos, irmãs, amigos, nunca terão a certeza de se reverem: significa a mais completa quebra dos laços de família.

Com a reencarnação e o progresso, que é a sua consequência, todos os que se amaram se reencontram na Terra e no espaço, e progridem juntos para chegar até Deus. Se falharem no caminho, retardarão seu adiantamento e sua felicidade, mas nem por isso suas esperanças  estarão perdidas. Ajudados, encorajados e amparados por aqueles que os amam, um dia sairão do lamaçal em que se afundaram. Enfim, com a reencarnação, há eterna solidariedade entre os encarnados e os desencarnados, do que resulta o estreitamento dos laços de amor.

23. Em resumo, são apresentadas quatro alternativas para o homem, sobre seu futuro de além-túmulo:

1ª-) o nada, conforme afirma a doutrina materialista;

2ª-) ser integrado ao todo universal, conforme afirma a doutrina panteísta;

3ª-) a individualidade da alma, com a fixação definitiva do destino, de acordo com a doutrina da Igreja;

4ª-) individualidade da alma, com progresso ao infinito, conforme a Doutrina Espírita.

De acordo com as duas primeiras, os laços de família são rompidos após a morte e não há nenhuma esperança de reencontro; com a terceira, há chance de se rever, contanto que se esteja no mesmo lugar, que pode ser o inferno ou o paraíso. Com a pluralidade das existências, que é inseparável da progressão contínua, existe a certeza de que as relações entre aqueles que se amaram não se interrompem, e é isso o que constitui a verdadeira família.

LAÇOS ETERNOS

A reencarnação estreita os vínculos do amor, tornando-os laços eternos, pelo quanto faculta de experiência na área da afetividade familiar.

Enquanto as ligações de sangue favorecem o egoísmo, atando as criaturas às algemas das paixões possessivas, a pluralidade das existências ajuda, mediante a superação das conveniências pessoais, a união fraternal.

Os genitores e nubentes, os irmãos e primos, os avós e netos de uma etapa trocarão de lugar no grupo de companheiros que se afinam, permanecendo os motivos e emulações da amizade superior.

O desligamento físico pela desencarnação faz que se recomponham, no além-túmulo, as famílias irmanadas pelo ideal da solidariedade, ensaiando os primeiros passos para a construção da imensa família universal.

Quando a força do amor vigilante detecta as necessidades dos corações que mergulharam na carne, sem egoísmo, pedem aos programadores espirituais das vidas que lhes permitam acompanhar aqueles afetos que os anteciparam, auxiliando-os nos cometimentos encetados, e reaparecem na parentela corporal ou naquela outra, a da fraternidade real que os une e faculta os exemplos de abnegação, renúncia e devotamento.

*

Este amigo que te oferece braço forte; esse companheiro a quem estimas com especial carinho; aquele conhecido a quem te devotas com superior dedicação; estoutro colega que te sensibiliza; essoutro discreto benfeitor da tua vida; aqueloutro vigilante auxiliar que se apaga para que apareças, são teus familiares em espírito, que ontem envergaram as roupagens de um pai abnegado ou de uma mãe sacrificada, de um irmão zeloso ou primo generoso, de uma esposa fiel e querida ou de um marido cuidadoso, ora ao teu lado, noutra modalidade biológica e familiar, alma irmã da tua alma, diminuindo as tuas dores, no carreiro da evolução e impulsionando-te para cima, sem pensarem em si...

Os adversários gratuitos que te sitiam e perturbam, os que te buscam sedentos e esfaimados, vencidos por paixões mesquinhas, são, também, familiares outros a quem ludibriaste e traíste, que agora retornam, necessitados do teu carinho, da tua reabilitação moral, a fim de que se refaça o grupo espiritual, que ascenderá contigo no rumo da felicidade.

*

Jesus, mais de uma vez, confirmou a necessidade dessa fusão dos sentimentos acima dos vínculos humanos, exaltando a superior necessidade da união familiar pelos laços eternos do espírito. A primeira, fê-lo, ao exclamar, respondendo à solicitação dos que lhe apontavam a mãezinha amada que O buscava, referindo-se: — “Quem é minha mãe, quem são meus irmãos, senão aqueles que fazem a vontade do Pai?” Posteriormente, na cruz, quando bradou, num sublime testemunho, em resposta direta à Mãe angustiada que O inquirira: — “Meu filho, meu filho, que te fizeram os homens?” elucidando-a e doando-a à Humanidade: — “Mulher, eis aí teu filho” — “Filho, eis aí tua mãe”, entregando-o ao seu cuidado, através de cuja ação inaugurou a Era da fraternidade universal acima de todos os vínculos terrenos.

Livro SOS Família – Médium Divaldo Franco – Espírito Joanna de Ângelis.

domingo, 7 de março de 2021

RESSURREIÇÃO E REENCARNAÇÃO

4. A reencarnação fazia parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição. Somente os saduceus, que pensavam que tudo acabava com a morte, não acreditavam nela. As ideias dos judeus sobre esse assunto, e sobre muitos outros, não estavam claramente definidas, pois apenas tinham noções vagas e incompletas sobre a alma e sua ligação com o corpo. Acreditavam que um homem que viveu podia reviver, sem entender, entretanto, de que modo isso podia acontecer. Designavam pela palavra ressurreição o que o Espiritismo chama mais apropriadamente de reencarnação. De fato, a ressurreição supõe o retorno à vida do corpo que está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, porque os elementos desse corpo estão, desde há muito tempo, desintegrados na Natureza. A reencarnação é o retorno da alma ou Espírito à vida corporal, mas em um outro corpo, formado novamente para ele, e que não tem nada em comum com o que se desintegrou. A palavra ressurreição podia assim se aplicar a Lázaro, mas não a Elias, nem aos outros profetas. Se, portanto, conforme se acreditava, João Batista era Elias, o corpo de João não podia ser o de Elias, porque João tinha sido visto desde criança e sabia-se quem eram seu pai e sua mãe. João, portanto, podia ser Elias reencarnado, mas não ressuscitado.

5. Ora, havia um homem dentre os fariseus, chamado Nicodemos, senador dos judeus, que veio à noite encontrar Jesus e lhe disse: Mestre, sabemos que viestes da parte de Deus para nos instruir como um doutor, pois ninguém poderia fazer os milagres que fazes se Deus não estivesse com ele.

Jesus respondeu: Em verdade, em verdade, vos digo: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo.

Nicodemos perguntou a Jesus: Como pode nascer um homem que já está velho? Pode ele entrar no ventre de sua mãe, para nascer uma segunda vez?

Jesus respondeu: Em verdade, em verdade, vos digo: Se um homem não renascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, o que nasceu do Espírito é Espírito. Não vos espanteis se vos digo que é preciso que nasçais de novo. O Espírito sopra onde quer e escutais sua voz, mas não sabeis de onde ele vem, nem para onde vai. Ocorre o mesmo com todo homem que é nascido do Espírito.

Nicodemos perguntou: Como isso pode acontecer? Jesus lhe disse: Sois mestre em Israel e ignorais essas coisas! Em verdade, em verdade, vos digo que apenas dizemos o que sabemos e que apenas damos testemunho do que vimos; e, entretanto, não recebeis nosso testemunho.

Mas se não acreditais quando vos falo das coisas terrenas, como acreditareis quando vos falar das coisas do Céu? (João, 3:1 a 12.)

6. O pensamento de que João Batista era Elias, e de que os profetas podiam reviver na Terra, encontra-se em muitas passagens dos Evangelhos, notadamente nas relatadas acima (v. 1 a 3). Se essa crença fosse um erro, Jesus não teria deixado de combatê-la, como combateu tantas outras. Longe disso, Jesus a confirmou com toda a sua autoridade e colocou-a como ensinamento e como uma condição necessária quando disse: Ninguém pode ver o reino de Deus se não nascer de novo. E insistiu, acrescentando: Não vos espanteis se vos digo que é preciso que nasçais de novo.

7. Estas palavras: “Se um homem não renascer da água e do Espírito”, foram interpretadas no sentido da regeneração pela água do batismo. Porém o texto primitivo trazia simplesmente: Não renascer da água e do Espírito, enquanto, em algumas traduções, a expressão do Espírito foi substituída por do Espírito Santo, o que não corresponde mais ao mesmo pensamento. Esse ponto capital sobressai dos primeiros comentários feitos sobre os Evangelhos, assim como isso será um dia constatado sem equívoco possível.

8. Para compreender o verdadeiro sentido dessas palavras, é preciso igualmente entender o significado da palavra água, que foi empregado ali com um sentido diferente do que lhe é próprio.

Os conhecimentos dos antigos sobre as ciências físicas eram muito imperfeitos. Acreditavam que a Terra tinha saído das águas, e por isso julgavam a água como elemento gerador absoluto. É assim que na Gênese* está escrito: O Espírito de Deus era levado sobre as águas; flutuava sobre a superfície das águas. Que o firmamento seja feito no meio das águas. Que as águas que estão sob o céu se reúnam em um único lugar e que o elemento árido apareça. Que as águas produzam animais vivos que nadem na água, e pássaros que voem sobre a terra e sob o firmamento.

Conforme essa crença, a água tinha se tornado o símbolo da natureza material, como o Espírito era o da natureza inteligente. Estas palavras: Se o homem não renascer da água e do Espírito, ou em água e em Espírito, significam então: “Se o homem não renascer com seu corpo e sua alma”. É neste sentido que foram entendidas naqueles tempos.

A mesma interpretação, aliás, é confirmada por estas outras palavras de Jesus: O que nasceu da carne é carne e o que nasceu do Espírito é Espírito, as quais dão a exata diferença entre o Espírito e o corpo. O que nasceu da carne é carne indica claramente que só o corpo procede do corpo e que o Espírito é independente dele.

REENCARNAÇÃO

“Portanto, se a tua mão ou o teu pé te escandalizar, corta-o e atira-o

para longe de ti; melhor te é entrar na vida, coxo ou aleijado, do que,

tendo duas mãos ou dois pés, seres lançado no fogo eterno.”

Jesus. (MATEUS, capítulo 18, versículo 8.)

Unicamente a reencarnação esclarece as questões do ser, do sofrimento e do destino. Em muitas ocasiões, falou-nos Jesus de seus belos e sábios princípios.

Esta passagem de Mateus é sumamente expressiva.

É indispensável considerar que o Mestre se dirigia a uma sociedade estagnada, quase morta.

No concerto das lições divinas que recebe, o cristão, a rigor, apenas conhece, de fato, um gênero de morte, a que sobrevém à consciência culpada pelo desvio da Lei; e os contemporâneos do Cristo, na maioria, eram criaturas sem atividade espiritual edificante, de alma endurecida e coração paralítico. A expressão “melhor te é entrar na vida” representa solução fundamental. Acaso, não eram os ouvintes pessoas humanas? Referia-se, porém, o Senhor à existência contínua, à vida de sempre, dentro da qual todo espírito despertará para a sua gloriosa destinação de eternidade.

Na elevada simbologia de suas palavras, apresenta-nos Jesus o motivo determinante dos renascimentos dolorosos, em que observamos aleijados, cegos e paralíticos de berço, que pedem semelhantes provas como períodos de refazimento e regeneração indispensáveis à felicidade porvindoura.

Quanto à imagem do “fogo eterno”, inserta nas letras evangélicas, é recurso muito adequado à lição, porque, enquanto não se dispuser a criatura a viver com o Cristo, será impelida a fazê-lo, através de mil meios diferentes; se a rebeldia perdurar por infinidade de séculos, os processos purificadores permanecerão igualmente como o fogo material, que existirá na Terra enquanto seu concurso perdurar no tempo, como utilidade indispensável à vida física.

Livro Caminho, Verdade e Vida – Espírito Emmanuel – Médium Francisco Cândido Xavier.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

NINGUÉM PODE VER O REINO DE DEUS SE NÃO NASCER NOVAMENTE

1. E veio Jesus para os lados de Cesaréia de Filipe, e interrogou seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens que é o Filho do Homem*? E eles responderam: Uns dizem que é João Batista, mas outros que é Elias, e outros que Jeremias ou algum dos profetas. Disse-lhes Jesus: E vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Simão Pedro disse: Tu és o Cristo, filho do Deus vivo. E respondendo, Jesus disse: Bem-aventurado és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne e o sangue que te revelaram isso, mas sim meu Pai, que está nos Céus. (Mateus, 16:13 a 17; Marcos, 8:27 a 29)

2. E chegou a Herodes, o Tetrarca, a notícia de tudo o que Jesus fazia, e ficou inquieto, porque diziam uns: É João que ressurgiu dos mortos; e outros: É Elias que apareceu; e outros: É um dos antigos profetas que ressuscitou. Então disse Herodes: Eu mandei degolar a João; quem é, pois, este, de quem ouço semelhantes coisas? E buscava ocasião de o ver. (Marcos, 6:14 e15; Lucas, 9:7 a 9)

3. (Após a transfiguração.) E os discípulos Lhe perguntaram, dizendo: Pois por que dizem os escribas que importa vir Elias primeiro? Mas Jesus, respondendo, disse: Elias certamente há de vir, e restabelecerá todas as coisas: digo-vos, porém, que Elias já veio, e eles não o conheceram, antes fizeram dele quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer às suas mãos. Então compreenderam os discípulos que era de João Batista que Jesus lhes falara. (Mateus, 17:10 a 13; Marcos, 9:10 a 12) 

Segundo os Evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas), Jesus convidou três de seus apóstolos, Pedro, Tiago e João, e com eles subiu ao Monte Tabor. Enquanto reza, Jesus se transfigura e se mostra glorioso, tendo diante dele Moisés e Elias. 

VIDAS SUCESSIVAS

“Não te maravilhes de te haver dito: Necessário vos é nascer de novo.”

Jesus. (JOÃO, capítulo 3, versículo 7.)

A palavra de Jesus a Nicodemos foi suficientemente clara.

Desviá-la para interpretações descabidas pode ser compreensível no sacerdócio organizado, atento às injunções da luta humana, mas nunca nos espíritos amantes da verdade legítima. A reencarnação é lei universal.

Sem ela, a existência terrena representaria turbilhão de desordem e injustiça; à luz de seus esclarecimentos, entendemos todos os fenômenos dolorosos do caminho.

O homem ainda não percebeu toda a extensão da misericórdia divina, nos processos de resgate e reajustamento.

Entre os homens, o criminoso é enviado a penas cruéis, seja pela condenação à morte ou aos sofrimentos prolongados.

A Providência, todavia, corrige, amando... Não encaminha os réus a prisões infectas e úmidas. Determina somente que os comparsas de dramas nefastos troquem a vestimenta carnal e voltem ao palco da atividade humana, de modo a se redimirem, uns à frente dos outros.

Para a Sabedoria Magnânima nem sempre o que errou é um celerado, como nem sempre a íntima é pura e sincera. Deus não vê apenas a maldade que surge à superfície do escândalo; conhece o mecanismo sombrio de todas as circunstâncias que provocaram um crime.

O algoz integral como a vítima integral são desconhecidos do homem; o Pai, contudo, identifica as necessidades de seus filhos e reúne-os, periodicamente, pelos laços de sangue ou na rede dos compromissos edificantes, a fim de que aprendam a lei do amor, entre as dificuldades e as dores do destino, com a bênção de temporário esquecimento. 

Livro Caminho, Verdade e Vida – Espírito Emmanuel – Médium Francisco Cândido Xavier.

domingo, 21 de fevereiro de 2021

PROGRESSÃO DOS MUNDOS

Santo Agostinho - Paris, 1862

19. O progresso é uma das leis da Natureza. Todos os seres da Criação, animados e inanimados, estão submetidos a ela pela bondade de Deus, que deseja que tudo se engrandeça e prospere. A própria destruição, que parece aos homens o limite final das coisas, é apenas um meio de chegar, por meio da transformação, a um estado mais perfeito, porque tudo morre para renascer e nada volta para o nada.

Ao mesmo tempo que os seres vivos progridem moralmente, os mundos que eles habitam progridem materialmente. Quem pudesse seguir um mundo em suas diversas fases, desde o instante em que se agregaram os primeiros átomos que serviram para constituí-lo, veria que ele percorre uma escala contínua e progressiva, mas em graus pequeníssimos para cada geração, e oferece a seus habitantes uma morada mais agradável à medida que eles também avançam no caminho do progresso. Assim, caminham paralelamente o progresso do homem e o dos animais, seus auxiliares, o dos vegetais e o da habitação, pois nada fica estacionário na Natureza. Como é grandiosa esta ideia, e digna do Criador! E como, em contrário, é pequena e indigna de seu poder aquela que concentra toda a sua atenção e Providência no minúsculo torrão de areia, que é a Terra, e reduz a Humanidade a alguns homens que a habitam!

Assim é que a Terra, seguindo essa lei da progressão dos mundos, esteve material e moralmente em um estado inferior ao que está hoje e atingirá sob esses dois aspectos um grau mais avançado. Ela atingiu um de seus períodos de transformação, em que de mundo expiatório se tornará em mundo regenerador, onde os homens serão felizes, pois a Lei de Deus reinará.

NO FUTURO 

“E não mais ensinará cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão,

dizendo: — Conhece o Senhor! porque todos me conhecerão, desde o menor

deles até ao maior.” — Paulo. (HEBREUS, CAPÍTULO 8, VERSÍCULO 11.)

Quando o homem gravar na própria alma

Os parágrafos luminosos da Divina Lei,

O companheiro não repreenderá o companheiro,

O irmão não denunciará outro irmão.

O cárcere cerrará suas portas,

Os tribunais quedarão em silêncio.

Canhões serão convertidos em arados,

Homens de armas volverão à sementeira do solo.

O ódio será expulso do mundo,

As baionetas repousarão,

As máquinas não vomitarão chamas para o incêndio e para a morte,

Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.

A justiça será ultrapassada pelo amor.

Os filhos da fé não somente serão justos,

Mas bons, profundamente bons.

A prece constituir-se-á de alegria e louvor

E as casas de oração estarão consagradas

Ao trabalho sublime

Da fraternidade suprema.

A pregação da Lei viverá nos atos e pensamentos de todos,

Porque o Cordeiro de Deus terá transformado o coração de cada homem

Em tabernáculo de luz eterna,

Em que o seu Reino Divino

Resplandecerá para sempre.

 

Livro Pão Nosso – Espírito Emmanuel – Médium Chico Xavier

domingo, 14 de fevereiro de 2021

MUNDOS REGENERADORES

 Santo Agostinho - Paris, 1862

16. Entre as estrelas que cintilam nos céus azulados, quantos mundos há, como o vosso, destinados pelo Senhor para a expiação e provas! Mas há também entre eles mundos mais infelizes e mais felizes, bem como há mundos de transição, que podemos chamar de regeneradores. Cada sistema planetário, girando no espaço ao redor de um centro comum, tem à sua volta mundos primitivos, de exílio, de provas, de regeneração e de felicidade. Já vos falaram dos mundos onde a alma recém-nascida é colocada, ainda ignorante do bem e do mal, para que possa caminhar para Deus, senhora de si mesma, na posse de seu livre-arbítrio*. Como sabeis, as grandes capacidades que a alma possui lhes foram dadas para fazer o bem. Mas, infelizmente, há as que fracassam! E Deus, dando-lhes novas oportunidades, permite que nesses mundos, de encarnação em encarnação, se depurem, se regenerem e se tornem dignas da glória que lhes está reservada.

17. Os mundos regeneradores são intermediários entre os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma que se arrepende encontra neles a calma e o descanso, acabando por se depurar. Nesses mundos, o homem ainda está submetido às leis que regem a matéria, sente as mesmas sensações e os mesmos desejos como vós, mas está livre das paixões desordenadas das quais sois escravos. Neles, não há mais o orgulho que silencia o coração, a inveja que tortura e o ódio que sufoca. A palavra amor está inscrita em todas as frontes. Um perfeito equilíbrio regula as relações sociais; todos reconhecem Deus e tentam ir até Ele, cumprindo-lhe as leis. Nesses mundos, a felicidade perfeita ainda não existe, mas o começo da felicidade. O homem ainda é carne, e por essa razão está sujeito aos sofrimentos da vida, dos quais apenas os seres completamente desmaterializados estão livres. Ainda há provas a suportar, mas já não são as angústias dolorosas da expiação. Comparados à Terra, esses mundos são muito felizes e muitos de vós ficariam satisfeitos de habitá-los, pois são a calma após a tempestade, a convalescença após uma doença cruel. O homem, menos preocupado com as coisas materiais, tem melhor noção do futuro; compreende que há outras alegrias que o Senhor promete aos que se tornam dignos, quando a morte levar seus corpos para lhes dar a verdadeira vida. Então, livre, a alma planará sobre todos os horizontes. Não mais os sentidos materiais e grosseiros, mas os sentidos de um perispírito puro e celeste, envolvido como um perfume em vibrações de amor e de caridade vindas de Deus.

18. Mas, nesses mundos, o homem ainda pode fracassar porque lá o Espírito do mal não perdeu ainda completamente seu domínio. Não avançar é recuar, e se o homem não está firme no caminho do bem pode cair novamente nos mundos de expiação, onde o aguardam novas e mais terríveis provas.

Contemplai, pois, à noite, na hora do repouso e da prece, os Céus azulados e, nesses mundos incontáveis que brilham sobre vossas cabeças, procurai os que levam a Deus e pedi-Lhe que um mundo regenerador vos seja destinado, após a expiação na Terra.

SIGAMOS COM CRISTO

Cada dia, na Terra, milhares de criaturas demandam o País da morte e milhares retornam ao Mundo físico.

Berço e túmulo são apenas dois marcos da vida que, maravilhosa e eterna, enxameia por toda parte.

Sabemos, porém, que o século é, tão-somente, um ponto infinitesimal no tempo e que as horas apresadas de um corpo denso, que surge e desaparece, não podem oferecer ao espírito peregrino da eternidade a solução final do destino.

É por isso que pelos bilhões de almas que evoluem na crosta terrestre, outros muitos bilhões de consciências desencarnadas gravitam ao redor do Planeta, à caça de reajuste e progresso, amparo e renovação.

Por esse motivo morrer não será o redimir.

Somos na humanidade total, milhões e milhões de seres, viajando do instinto para a inteligência, da inteligência para a razão e da razão para a angelitude.

Cada coração pulsa no degrau que lhe é próprio.

Cada consciência mantém-se no campo visual que lhe diz respeito.

Eis porque, não podemos perder na atualidade, o Cristianismo restaurado.

A ciência e a filosofia, respeitáveis embora em suas atividades e fundamentos, filiam-se a definições provisórias que lhes assinalam a marcha.

Apenas indagando e examinando, jamais chegaríamos a surpreender a vida e a sublimá-la.

Em razão disso, antes de tudo, atendamos à quimica do sentimento, em favor da regeneração de nós mesmos.

Nosso problema essencial, ainda e sempre, é o da unidade a benefício do todo.

Conduzamos o homem ao bem supremo, com a dignificação de si próprio, no respeito à função que lhe cabe no aperfeiçoamento da Terra, e teremos solucionado a questão da felicidade humana.

Para isso, ergamo-nos ao Cristo para que o Cristo nos edifique.

O Evangelho à frente da civilização, é o sol que nos clareia o caminho.

Aqueçamo-nos em seus raios e o serviço do Bem se nos fará grande condutor para o mundo de amanhã. 

Livro Monte Acima – Espírito Emmanuel – Médium Francisco Cândido Xavier.

domingo, 7 de fevereiro de 2021

MUNDOS DE EXPIAÇÕES E DE PROVAS

 Santo Agostinho - Paris, 1862

13. Que vos direi dos mundos de expiação que já não saibais, uma vez que é suficiente observar a Terra que habitais? A superioridade da inteligência, em um grande número de seus habitantes, indica que ela não é um mundo primitivo, destinado à encarnação de Espíritos mal saídos das mãos do Criador. As qualidades que já trazem consigo ao nascer são a prova de que já viveram e realizaram um certo progresso; mas também os numerosos vícios aos quais são propensos são o indício de uma grande imperfeição moral. É por isso que Deus os colocou num Planeta atrasado, para expiarem aí seus erros, por meio de um trabalho difícil, enfrentando as misérias da vida, até que tenham mérito para irem a um mundo mais feliz.

14. Entretanto, nem todos os Espíritos encarnados na Terra se encontram aí em expiação. As raças a que chamais de selvagens são Espíritos apenas saídos da infância e que aí estão, por assim dizer, educando-se e se desenvolvendo em contato com Espíritos mais avançados. Em seguida, vêm as raças semicivilizadas, formadas por esses mesmos Espíritos em progresso. Essas são, de certo modo, as raças indígenas da Terra, que progrediram pouco a pouco no decorrer de longos períodos seculares, conseguindo algumas delas atingir o aperfeiçoamento intelectual dos povos mais esclarecidos.

Os Espíritos em expiação na Terra são, se assim podemos dizer, como estrangeiros. Eles já viveram em outros mundos de onde foram excluídos em consequência de sua insistência no mal e porque eram causa de problemas para os bons. Foram expulsos, por um período, para o meio de Espíritos mais atrasados do que eles, trazendo por missão fazer progredir a estes últimos, pois já têm consigo a inteligência mais desenvolvida e as sementes dos conhecimentos adquiridos nos mundos em que viveram. É esta a razão pela qual Espíritos cumprindo punições se encarnam em meio a raças mais inteligentes, porque aí as misérias da vida têm para eles maior amargor, em vista de possuírem sensibilidade mais apurada do que as raças primitivas, em que o senso moral é menos desenvolvido.

15. A Terra fornece, pois, um dos exemplos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas que têm como característica comum servir para resgatar as culpas dos Espíritos rebeldes à Lei de Deus. Exilados aqui, esses Espíritos têm que lutar ao mesmo tempo contra a perversidade dos homens e contra os rigores da Natureza. Trabalho duplo e difícil que desenvolve em conjunto as qualidades do coração e as da inteligência. É assim que Deus, em sua bondade, torna o próprio castigo proveitoso para o progresso do Espírito.

NA AUSÊNCIA DO AMOR 

“Mas aquele que aborrece a seu irmão está em trevas e

anda em trevas e não sabe para onde deva ir, porque

as trevas lhe cegaram os olhos.” –

João. (1ª Epístola de João, 2:11.)

Se não sabes cultivar a verdadeira fraternidade, serás atacado fatalmente pelo pessimismo, tanto quanto a terra seca sofrerá o acúmulo de pó.

Tudo incomoda àquele que se recolhe à intransigência.

Os companheiros que fogem às tarefas do amor são profundamente tristes pelo fel de intolerância com que se alimentam.

Convidados ao esforço de equipe, asseveram que os homens respiram em bancarrota moral.

Trazidos ao culto da fé, supõem reconhecer, em toda parte, a maldade e a desilusão.

Chamados à caridade, consideram nos irmãos de sofrimento inimigos prováveis, afastando-se irritadiços.

Impelidos a essa ou àquela manifestação de contentamento, recuam, desencantados, crendo surpreender maldade e lama nas menores exteriorizações de beleza festiva.

Caminham no mundo entre a amargura e a desconfiança.

Não há carinho que lhes baste. Vampirizam criaturas por onde estagiam, chorando, reclamando, lamentando...

Não possuem rumo certo. Declaram-se expulsos da sociedade e da família.

É que, incapazes do amor ao próximo, jornadeiam pela Terra, sob o pesado nevoeiro do egoísmo que nos detém tão-somente no círculo estreito de nossas necessidades, sem qualquer expressão de respeito para com as necessidades alheias.

Afirmam-se incompreendidos, porque não desejam compreender.

Ausentes do amor ressecam a máquina da vida, perdendo a visão espiritual.

Impermeáveis ao bem fazem-se representantes do mal.

Se o pessimismo começa a abeirar-se de teu espírito, recolhes-te à oração e pede ao Senhor te multiplique as forças na resistência, ante o assalto das trevas.

Aprendamos a viver com todos, tolerando para que sejamos tolerados, ajudando para que sejamos ajudados, e o amor nos fará viver, prestimosos e otimistas, no clima luminoso em que a luta e o trabalho são bênçãos de esperança.

Livro Fonte Viva – Espírito Emmanuel – Médium Francisco Cândido Xavier.